
Nos últimos anos, as mudanças ocorridas no âmbito da música popular brasileira têm uma dimensão ainda não suficientemente aquilatada.
Essa é a principal conclusão do programa “Brasilianas.org”, gravado esta semana para discutir a economia da música.***Antes as “majors” – grandes gravadoras internacionais – dominavam o circuito de gravações (com seus estúdios), do mercado interno (com os “jabás” para as rádios e contatos com o jornalismo cultural) e o circuito internacional (através de relações com outros países, com eventos musicais e com circuito de shows).***Essa cadeia foi quebrada com o advento da música digital e as facilidades de gravação, levantando o véu que impedia o florescimento de uma nova geração de músicos.O próprio sistema de “jabás” (pagamento por fora para as rádios tocarem apenas músicas previamente definidas acabou restringindo violentamente o cardápio de gêneros explorados pelas “majors”.***O segundo elo a ser quebrado foi o da divulgação, à medida que a Internet ia se consolidando como um veículo alternativo – embora ainda não tenha a abrangência dos rádios.***O terceiro elo a ser quebrado é o de circuitos internacionais. Antes, poucos eram os empresários capazes de organizar uma turnê internacional para um artista. Com a formação de redes de relacionamento especializadas, surgiu uma nova geração de jovens empresários em outros países, que passaram a solicitar artistas brasileiros. Ainda é um movimento pequeno, não sistematizado, mas que está criando massa crítica para ações públicas mais articuladas.***Somado à questão do direito autoral, dos downloads de música, desenhou-se uma nova realidade não apenas para a música alternativa como para as próprias “majors”.A primeira mudança é o fim dos grandes popstars. O circuito de shows tornou-se extraordinariamente oneroso, exigindo massas cada vez maiores de públicos. A multiplicidade de novos talentos, as novas formas de formação de imagens de artistas faz com que, em vez de um mercado concentrado em grandes estrelas tenha-se o mesmo mercado dividido por uma legião de artistas médios.***Todo esse estoque de novas armas, de guerrilhas internéticas, de identificação de novos segmentos será utilizado não apenas pela música alternativa como também pela “majors”.***E aí se entra nas estratégias de internacionalização da música popular brasileira. Ainda hoje, os ecos internacionais da música brasileira repousam em Carmen Miranda (pegando os mais antigos), na bossa nova e na geração dos popstars que hoje em dia estão com mais de 60 anos – Caetano, Gil, Milton, João Bosco, Djavan, Chico.Não há uma “marca Brasil” nova para facilitar a abertura de novos mercados para a nova geração. Aliás, marca existe, mas ainda não se transformou em política estratégica.Hoje em dia, a juventude mundial compartilha um conjunto de valores – meio ambiente, afetividade, sensualidade, musicalidade – que é a própria cara do Brasil.Falta apenas uma ação concatenada para que esses valores ajudem a música brasileira a conquistar o mundo. Economia tem quer ter previsibilidade e estabilidadeA economia brasileira tem que preservar a previsibilidade e a estabilidade, disse o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Apenas com esses dois fatores é possível efetuar o planejamento corporativo e familiar, além de financiamentos de longo prazo, acrescentou. Para Meirelles, a estabilidade do poder de compra da moeda é uma conquista que veio para ficar, além do câmbio flutuante e o sistema de metas de inflação. Serra não confirma candidaturaO governador do Estado de São Paulo, José Serra, não confirmou a sua candidatura à Presidência da República. “Não fui eu quem disse, foi o Datena (José Luis Datena, apresentador da TV Bandeirantes)”, observou. O jornalista entrevistou Serra em seu programa na sexta-feira, onde o governador teria confirmado sua intenção de disputar a Presidência. Mais tarde Datena se retratou, afirmando que Serra "praticamente confirmou (a candidatura)". Google estuda sair da ChinaO site norte-americano Google vai definir na próxima segunda-feira se mantém ou não suas operações na China após o dia 10 de abril. Em caso positivo, o domínio Google.cn será desativado. O portal ameaçou encerrar as operações na China por conta da censura velada do governo asiático. O Google acusa a China de monitorar e expor sites e e-mails de ativistas de direitos humanos, enquanto o governo chinês retruca que o site está disseminando pornografia e conteúdos proibidos. Grécia não consegue recursosA Grécia está praticamente incapaz de captar recursos externos, segundo o primeiro-ministro grego, George Papandreou. Em discurso a sindicalistas, o líder comparou a situação a uma guerra. "É uma batalha contra os especuladores e para a transparência. Para que os mercados estejam a serviço das pessoas, não ao contrário", disse. Papandreou alertou que as contenções de gastos anunciadas serão neutralizadas se o governo tiver que pagar elevados prêmios pelos títulos gregos para captar recursos. Crise fecha 16 milhões de empregosA crise econômica extinguiu 16 milhões de empregos no mundo em 2009, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Desse montante, 75% ocorreu em países desenvolvidos. A indústria foi o setor mais afetado, com um corte de 9,4 milhões de vagas – sobretudo nos setores automotivo, metalúrgico, informática e eletrônica. O setor de construção civil também foi seriamente atingido, e cortou 3,3 milhões de empregos. Orçamento alemão inclui 80 bi de estímulosA Alemanha aprovou o orçamento geral para 2010, que inclui o maior déficit de sua história. O plano contempla um endividamento de 80,2 bilhões de euros que o governo alega ser necessário para estimular a economia, mas que pode chegar a 100 bilhões de euros caso o Estado tenha que dar garantias a bancos e indústrias. O orçamento geral alemão prevê uma despesa total de 319,5 bilhões de euros, o dobro do recorde apresentado em 1996, sob o governo de Helmut Kohl
Essa é a principal conclusão do programa “Brasilianas.org”, gravado esta semana para discutir a economia da música.***Antes as “majors” – grandes gravadoras internacionais – dominavam o circuito de gravações (com seus estúdios), do mercado interno (com os “jabás” para as rádios e contatos com o jornalismo cultural) e o circuito internacional (através de relações com outros países, com eventos musicais e com circuito de shows).***Essa cadeia foi quebrada com o advento da música digital e as facilidades de gravação, levantando o véu que impedia o florescimento de uma nova geração de músicos.O próprio sistema de “jabás” (pagamento por fora para as rádios tocarem apenas músicas previamente definidas acabou restringindo violentamente o cardápio de gêneros explorados pelas “majors”.***O segundo elo a ser quebrado foi o da divulgação, à medida que a Internet ia se consolidando como um veículo alternativo – embora ainda não tenha a abrangência dos rádios.***O terceiro elo a ser quebrado é o de circuitos internacionais. Antes, poucos eram os empresários capazes de organizar uma turnê internacional para um artista. Com a formação de redes de relacionamento especializadas, surgiu uma nova geração de jovens empresários em outros países, que passaram a solicitar artistas brasileiros. Ainda é um movimento pequeno, não sistematizado, mas que está criando massa crítica para ações públicas mais articuladas.***Somado à questão do direito autoral, dos downloads de música, desenhou-se uma nova realidade não apenas para a música alternativa como para as próprias “majors”.A primeira mudança é o fim dos grandes popstars. O circuito de shows tornou-se extraordinariamente oneroso, exigindo massas cada vez maiores de públicos. A multiplicidade de novos talentos, as novas formas de formação de imagens de artistas faz com que, em vez de um mercado concentrado em grandes estrelas tenha-se o mesmo mercado dividido por uma legião de artistas médios.***Todo esse estoque de novas armas, de guerrilhas internéticas, de identificação de novos segmentos será utilizado não apenas pela música alternativa como também pela “majors”.***E aí se entra nas estratégias de internacionalização da música popular brasileira. Ainda hoje, os ecos internacionais da música brasileira repousam em Carmen Miranda (pegando os mais antigos), na bossa nova e na geração dos popstars que hoje em dia estão com mais de 60 anos – Caetano, Gil, Milton, João Bosco, Djavan, Chico.Não há uma “marca Brasil” nova para facilitar a abertura de novos mercados para a nova geração. Aliás, marca existe, mas ainda não se transformou em política estratégica.Hoje em dia, a juventude mundial compartilha um conjunto de valores – meio ambiente, afetividade, sensualidade, musicalidade – que é a própria cara do Brasil.Falta apenas uma ação concatenada para que esses valores ajudem a música brasileira a conquistar o mundo. Economia tem quer ter previsibilidade e estabilidadeA economia brasileira tem que preservar a previsibilidade e a estabilidade, disse o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Apenas com esses dois fatores é possível efetuar o planejamento corporativo e familiar, além de financiamentos de longo prazo, acrescentou. Para Meirelles, a estabilidade do poder de compra da moeda é uma conquista que veio para ficar, além do câmbio flutuante e o sistema de metas de inflação. Serra não confirma candidaturaO governador do Estado de São Paulo, José Serra, não confirmou a sua candidatura à Presidência da República. “Não fui eu quem disse, foi o Datena (José Luis Datena, apresentador da TV Bandeirantes)”, observou. O jornalista entrevistou Serra em seu programa na sexta-feira, onde o governador teria confirmado sua intenção de disputar a Presidência. Mais tarde Datena se retratou, afirmando que Serra "praticamente confirmou (a candidatura)". Google estuda sair da ChinaO site norte-americano Google vai definir na próxima segunda-feira se mantém ou não suas operações na China após o dia 10 de abril. Em caso positivo, o domínio Google.cn será desativado. O portal ameaçou encerrar as operações na China por conta da censura velada do governo asiático. O Google acusa a China de monitorar e expor sites e e-mails de ativistas de direitos humanos, enquanto o governo chinês retruca que o site está disseminando pornografia e conteúdos proibidos. Grécia não consegue recursosA Grécia está praticamente incapaz de captar recursos externos, segundo o primeiro-ministro grego, George Papandreou. Em discurso a sindicalistas, o líder comparou a situação a uma guerra. "É uma batalha contra os especuladores e para a transparência. Para que os mercados estejam a serviço das pessoas, não ao contrário", disse. Papandreou alertou que as contenções de gastos anunciadas serão neutralizadas se o governo tiver que pagar elevados prêmios pelos títulos gregos para captar recursos. Crise fecha 16 milhões de empregosA crise econômica extinguiu 16 milhões de empregos no mundo em 2009, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Desse montante, 75% ocorreu em países desenvolvidos. A indústria foi o setor mais afetado, com um corte de 9,4 milhões de vagas – sobretudo nos setores automotivo, metalúrgico, informática e eletrônica. O setor de construção civil também foi seriamente atingido, e cortou 3,3 milhões de empregos. Orçamento alemão inclui 80 bi de estímulosA Alemanha aprovou o orçamento geral para 2010, que inclui o maior déficit de sua história. O plano contempla um endividamento de 80,2 bilhões de euros que o governo alega ser necessário para estimular a economia, mas que pode chegar a 100 bilhões de euros caso o Estado tenha que dar garantias a bancos e indústrias. O orçamento geral alemão prevê uma despesa total de 319,5 bilhões de euros, o dobro do recorde apresentado em 1996, sob o governo de Helmut Kohl
luis-nassif
Jornalista Economico
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