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Aqui você encontra tudo sobre as notícias da sua tribo!! CONFIRA ! ! !

HUMOR_Avisos Paroquiais ("Genial")

AVISOS aos paroquianos
Para todos os que tenham filhos e não sabem, temos na paróquia uma área especial para crianças.

AVISOS aos paroquianos
Quinta-feira que vem, às cinco da tarde, haverá uma reunião do grupo de mães. Todas as senhoras que desejem formar parte das mães, devem dirigir-se ao escritório do pároco.

Interessados em participar do grupo de planejamento familiar, entrem pela porta de trás.

AVISOS aos paroquianos
Na sexta-feira às sete, os meninos do Oratório farão uma representação da obra 'Hamlet' de Shakespeare, no salão da igreja. Toda a comunidade está convidada para tomar parte nesta tragédia.


AVISOS aos paroquianos
Prezadas senhoras, não esqueçam a próxima venda para beneficência. É uma boa ocasião para se livrar das coisas inúteis que há na sua casa. Tragam os seus maridos!

AVISOS aos paroquianos
Por favor, coloquem suas esmolas no envelope, junto com os defuntos que desejem que sejam lembrados.

AVISOS aos paroquianos
Lembrem que na quinta-feira começará a catequese para meninos e meninas de ambos os sexos.

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Por 4 votos a 2, Tribunal Regional Eleitoral decide cassar mandato de Guilherme Almeida

Por 4 votos a dois, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba decidiu cassar, na sessão desta segunda-feira (03), o mandato do deputado estadual Guilherme Almeida por infidelidade partidáira. O palamentar deixou o PSB e se filiou ao PSC fora do prazo permitido.

A defesa de Guilherme Almeida pediu a aprovação de uma liminar que garantisse o direito à realização de uma oitiva afirmando não ser usual um bloco de deputados sair de um partido. E que, portanto, se fazia necessária a audição de testemunhas. O pedido foi rejeitado pela maioria dos membros da Corte.

O relator do processo, juiz Carlos Sarmento votou pela cassação de mandato do deputado Guilherme. Ainda na sessão desta segunda-feira está previsto o julgamento da ação que pede a cassação de mandato do também deputado estadual Carlos Batinga, pelo mesmo motivo.

Relator

O juiz Carlos Sarmento foi responsável pelo processo que resultou na decretação da perda do mandato do deputado Nivaldo Manoel, que trocou o PPS pelo PMDB, há cerca de um mês. Ele também é o relator do processo que envolve Carlos Batinga.

O caso

Os dois parlamentares trocaram o PSB, partido pelo qual foram eleitos em 2006, para se filiarem ao PSC alegando que além de falta de condições partidárias para permanecer na legenda da qual saíram em bloco – juntamente com mais dois deputados estaduais e dois federais – porque o antigo partido aliou-se com inimigos políticos históricos que vem sendo combatidos por eles no Estado, também foram vítimas de graves discriminações, perseguições e das mudanças substanciais efetuadas no conteúdo programático do partido.

Os processos contra os parlamentares foram movidos pela direção estadual do PSB, que também ajuizou ação idêntica para reaver a retomada do mandato do deputado Leonardo Gadelha, que também trocou a legenda para se filiar ao PSC, que está sob a relatoria de outro magistrado.


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O PT da paraíba com uma nova chance ...


O PT da paraíba com uma nova chance de apoio a Pré-candidato PSB Ricardo Coutinho, com o lançamento do atual vice-governador Luciano Cartaxo ao Cargo de pré-candidato a deputado estadual, uma ala do PT PB ver uma nova Chance de mudar o destino da legenda em relação ao apoio na disputa de 2010.

com esse movimento abre uma lacuna da tese aprovada no encontro do PT realizado março que tinha como foco apoio ao candidato do PMDB juntamente com o vice do PT que por sua vez era Luciano cartaxo, agora as coisas podem mudar já que um acordo foi quebrado. Alguem quer pagar para ver!!!!


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Programa Desenvolvimento & Cidadania da Petrobras

A Petrobras deu início às inscrições para a seleção pública 2010 de projetos sociais a serem beneficiados pelo Programa Desenvolvimento & Cidadania, que investirá R$ 110 milhões no período de dois anos em iniciativas de todo o país.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 21 de maio, exclusivamente no site do programa.
Serão aceitos projetos de organismos governamentais, não governamentais e comunitários que atuem no terceiro setor e solicitem valor de patrocínio de até R$ 1.450.000,00 por biênio (24 meses), com possibilidade de renovação por igual período.
Cada organização poderá inscrever até três projetos, mas somente um deles poderá ser contemplado.
Poderão concorrer projetos em andamento ou em fase de planejamento, que tenham como foco uma das linhas de atuação do programa.
Durante o período de inscrições, a Petrobras realizará caravanas sociais em todos os 26 estados e Distrito Federal, que são oficinas livres e gratuitas para divulgar o programa e seus critérios de seleção, esclarecer dúvidas e capacitar as organizações sociais para a elaboração dos projetos.
Também será disponibilizado atendimento online diariamente, no horário das 9h às 21h, a partir do dia 31 de março.
São quatro as etapas de seleção dos projetos:
· Triagem administrativa,
· Triagem técnica,
· Comissão de seleção
· Conselho deliberativo.
Cerca de 120 pessoas, entre especialistas da Petrobras e representantes do governo, universidades, sociedade civil e imprensa analisarão os projetos, segundo critérios de participação da comunidade; viabilidade técnica, financeira e operacional; potencial de desempenho em relação às metas estabelecidas; e estratégias de divulgação do projeto e da marca Petrobras.
Para garantir a abrangência nacional das ações, será aprovado pelo menos um projeto de cada estado brasileiro. Para a região do semi-árido, onde se concentram os maiores bolsões de pobreza, serão escolhidos no mínimo dois projetos por estado. Serão priorizados também programas que atendam a faixa etária entre 15 e 29 anos, considerada a de maior densidade populacional e sujeita a maiores riscos sociais no Brasil.
A divulgação pública dos resultados do processo seletivo ocorrerá até setembro de 2010, pela imprensa e no site do programa, que contém todas as informações sobre a seleção pública.
Na página consta o regulamento, o roteiro para elaboração de projetos, a agenda das caravanas presenciais, atendimento online e a ficha de inscrição.
O Programa Desenvolvimento & Cidadania da Petrobras, lançado em novembro de 2007, prevê investimentos totais de R$ 1,3 bilhão até dezembro de 2012.
Parte dos recursos é aplicada via seleção pública de projetos sociais e o restante é destinado a projetos de escolha direta da empresa e ao Fundo da Criança e do Adolescente.
-- Max MacielCoordenador GeralCentral Única das Favelas do DFPresidente do Conselho Nacional-CUFA55*61-9949-499555*61-3224-6557Nextel ID: 83*33696SBS QD 01 BL K Ed. Seguradoras Sala 1213www.cufadf.orgwww.cufadf.org/cineperiferiawww.cufadf.org/liibra"O BARATO da Vida é Viver"
--
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Ministério da Cultura dá aos grandes e esquece dos pequenos

Ministério da Cultura dá aos grandes e esquece dos pequenos

Artigo publicado originalmente por Ademir Assunção no blog Espelunca

Rolling Stone: R$ 524 mil de dinheiro público via Ministério da Cultura Coyote: R$ zero vírgula zero zero

No segundo semestre do ano passado o Ministério da Cultura lançou o edital para Periódicos de Conteúdo Cultural.
Não sei se revistas literárias como Babel (Santos), Ontem choveu no futuro (Campo Grande), Entretanto (Recife), Polichinelo (Belém), revistas pequenas e de grande qualidade, foram inscritas. A Coyote foi.
Esta semana saiu o resultado. Os vencedores: Rolling Stone (que tem na capa da edição de março o apresentador do Big Brother Brasil, Pedro Bial), levou Cr$ 524 mil. A Cult, R$ 504 mil, a Brasileiros, R$ 441 mil e a Piauí, R$ 399 mil.
De um lado, revistas comerciais, de mercado, que se sustentam com vendas e anúncios.
De outro, revistas de pequena estrutura, sem a menor chance de sobrevivência na rapina do mercado e que realmente veiculam conteúdos altamente culturais.
Como a distinta platéia sabe, revistas literárias no Brasil, desde o tempo da Klaxon (dos modernistas),da Revista de Antropofagia (de Oswald de Andrade), e da Joaquim (de Dalton Trevisan), têm vida breve. Apesar da qualidade (internacional!) morrem a míngua pela falta de recursos.
E o Ministério da Cultura, contrariando todo o seu discurso, preferiu injetar recursos nas revistas de mercado e virar as costas para as revistas literárias, de pequena ou nenhuma estrutura, feitas invariavelmente por poetas e escritores, que publicam o que há de melhor e mais radical na literatura brasileira, e que lutam heroicamente para se manterem vivas.
Nos discursos, a equipe ministerial até já não se esquece de incluir a literatura quando fala de políticas públicas para a cultura. Na prática, continua cagando e andando para os escritores.
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Tirar o cinto?

Por favor, o senhor pode tirar o cinto? Que solicitação mais constrangedora! Vocês podem concordar. Eu estava na sala de embarque do aeroporto de Juazeiro do Norte nesta última sexta-feira, sendo assim tive que me submeter ao detector de metais. Bagagem de mão, relógio e algumas moedas na esteira de detecção e eu em um portal com detector de metais.. Imaginei que após deixar tudo que havia em minha posse na esteira não passaria por transtornos. Engano inocente! Depois de algumas idas e vindas pelo dito portal ele insistia em apitar "Não estou armado, garanto!", disse para senhorita responsável pela inspeção. Ela: - Está de cinto que tenha metal? Por favor, o senhor pode tirar o cinto? É, realmente havia algumas peças de metal em meu cinto, mas não havia julgado que isto poderia complicar o início de minha viagem. Muito estranho, engraçado e constrangedor o pedido! Não pude conter o riso que veio à tona. Mas tive que atender a solicitação. Afinal quem sou eu?! Um simples passageiro submetido às ordens da ANAC e da educada senhorita.

por Daniel Coriolano

http://twitter.com/danielcoriolano

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PT começa 2010 com maior popularidade desde sua fundação

O jornalista José Roberto de Toledo, especializado em jornalismo investigativo, em artigo para o Estadão (27.12.2009), com base nas sucessivas pesquisas do Instituto Datafolha, afirma que “o PT entra no ano eleitoral de 2010 com a maior popularidade de sua história. Um, em cada quatro eleitores brasileiros diz ter preferência pelo Partido dos Trabalhadores”.Segundo ele, é o maior porcentual de simpatia alcançado por qualquer agremiação partidária nacional nos últimos 20 anos. As pesquisas do Instituto Datafolha mostram que em 20 anos o PT multiplicou por quatro sua área de influência, saindo de 6% para 25% de preferência entre os eleitores brasileiros.O PT se beneficiou da queda de Collor, das manifestações dos caras-pintadas, recuou 9% na preferência popular quando se recusou a participar do governo de Itamar Franco e ao apostar no fracasso do Plano Real, mas, com a reeleição de FHC e a desvalorização do Real, em 1999, o PT voltou a crescer no imaginário dos eleitores.

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O preconceito no discurso político


Por Marco Nogueira

Marco,

Quanto preconceito!

O autor da matéria nos mostra, claramente, onde existe o tal preconceito e o porquê.

A LINGUAGEM DO PRECONCEITO

Virou moda dizer que “Lula não entende das coisas”. Ou “confundiu isso com

aquilo”. É a linguagem do preconceito, adotada até mesmo por jornalistas
ilustres e escritores consagrados

Por: Bernardo Kucinski

O sociólogo José Pastore diz que Lula confunde “choque de gestão” com
contratação. É que para os conservadores “choque de gestão” é sinônimo de
demissão (Foto: Elza Fiúza/ABr)

Um dia encontrei Lula, ainda no Instituto Cidadania, em São Paulo, empolgado
com um livro de Câmara Cascudo sobre os hábitos alimentares dos nordestinos.
Lula saboreava cada prato mencionado, cada fruta, cada ingrediente.
Lembrei-me desse episódio ao ler a coluna recente do João Ubaldo Ribeiro,
“De caju em caju”, em que ele goza o presidente por falar do caju, “sem
conhecer bem o caju”. Dias antes, Lula havia feito um elogio apaixonado ao
caju, no lançamento do Projeto Caju, que procura valorizar o uso da fruta na
dieta do brasileiro.

“É uma pena que o presidente Lula não seja nordestino, portanto não conheça
bem a farta presença sociocultural do caju naquela remota região do
país…”, escreveu João Ubaldo. Alegou que Lula não era nordestino porque
tinha vindo ainda pequeno para São Paulo. E em seguida esparramou citações
sobre o caju, para mostrar sua própria erudição. Estou falando de João
Ubaldo porque, além de escritor notável, ele já foi um grande jornalista.

Outro jornalista ilustre, o querido Mino Carta, escreveu que Lula “confunde”
parlamentarismo com presidencialismo. “Seria bom”, disse Mino, “que alguém
se dispusesse a explicar ao nosso presidente que no parlamentarismo o
partido vencedor das eleições assume a chefia do governo por meio de seu
líder…” Essa do Mino me fez lembrar outra ocasião, no Instituto Cidadania,
em que Lula defendeu o parlamentarismo.

Parlamentarista convicto, Lula diz que partidos são os instrumentos
principais de ação política numa democracia. Pelo mesmo motivo Lula é a
favor da lista partidária única e da tese de que o mandato pertence ao
partido. Em outubro de 2001, o Instituto Cidadania iniciou uma série de
seminários para o Projeto Reforma Política, aos quais Lula fazia questão de
assistir do começo ao fim. Desses seminários resultou um livro de 18
ensaios, Reforma Política e Cidadania, organizado por Maria Victória
Benevides e Fábio Kerche, prefaciado por Lula e editado pela Fundação Perseu
Abramo.

Clichês e malandragem

Se pessoas com a formação de um Mino Carta ou João Ubaldo sucumbiram à
linguagem do preconceito, temos mais é que perdoar as dezenas de jornalistas
de menos prestígio que também dizem o tempo todo que “Lula não sabe nada
disso, nada daquilo”. Acabou virando o que em teoria do jornalismo chamamos
de “clichê”. É muito mais fácil escrever usando um clichê porque ele
sintetiza idéias com as quais o leitor já está familiarizado, de tanto que
foi repetido. O clichê estabelece de imediato uma identidade entre o que o
jornalista quer dizer e o desejo do leitor de compreender. Por isso, o
clichê do preconceito “Lula não entende” realimenta o próprio preconceito.

Alguns jornalistas sabem que Lula não é nem um pouco ignorante, mas propagam
essa tese por malandragem política. Nesse caso, pode-se dizer que é uma
postura contrária à ética jornalística, mas não que seja preconceituosa.
Aproveitam qualquer exclamação ou uso de linguagem figurada de Lula para
dizer que ele é ignorante. “Por que Lula não se informa antes de falar?”,
escreveu Ricardo Noblat em seu blog, quando Lula disse que o caso da menina
presa junto com homens no Pará “parecia coisa de ficção”. Quando Lula disse,
até com originalidade, que ainda faltava à política externa brasileira achar
“o ponto G”, William Waack escreveu: “Ficou claro que o presidente
brasileiro não sabe o que é o ponto G”.

Outra expressão preconceituosa que pegou é “Lula confunde”. A tal ponto que
jornalistas passam a usar essa expressão para fazer seus próprios jogos de
palavras. “Lula confunde agitação com trabalho”, escreveu Lucia Hippolito.
Empregam o “confunde” para desqualificar uma posição programática do
presidente com a qual não concordam. “O presidente confunde choque de gestão
com aumento de contratações”, diz o consultor José Pastore, fonte habitual
da imprensa conservadora.

Confunde coisa alguma. Os neoliberais querem reduzir o tamanho do Estado, o
presidente quer aumentar. Quer contratar mais médicos, professores, biólogos
para o Ibama. É uma divergência programática. Carlos Alberto Sardenberg diz
que Lula “confundiu” a Vale com uma estatal. “Trata-a como se fosse a
Petrobras, empresa que segundo o presidente não pode pensar só em lucro, mas
em, digamos, ajudar o Brasil.” Esse caso é curioso porque no parágrafo
seguinte o próprio Sardenberg pode ser acusado de confundir as coisas, ao
reclamar de a Petrobras contratar a construção de petroleiros no país,
apesar de custar mais. Aqui, também, Lula não fez confusão: o presidente
acha que tanto a Vale quanto a Petrobras têm de atender interesses
nacionais; Sardenberg acha que ambas devem pensar primeiro na remuneração
dos acionistas.

Filosofia da ignorância
A linguagem do preconceito contra Lula sofisticou-se a tal ponto que
adquiriu novas dimensões, entre elas a de que Lula teria até problemas de
aprendizagem ou de compreensão da realidade. Ora, justamente por ter tido
pouca educação formal, Lula só chegou aonde chegou por captar rapidamente
novos conhecimentos, além de ter memória de elefante e intuição. Mas, na
linguagem do preconceito, “Lula já não consegue mais encadear frases com
alguma conseqüência lógica”, como escreveu Paulo Ghiraldelli, apresentado
como filósofo na página de comentários importantes do Estadão. Ou, como
escreveu Rolf Kunz, jornalista especializado em economia e também professor
de filosofia: “Lula não se conforma com o fato de, mesmo sendo presidente,
não entender o que ocorre à sua volta”.

Como nasceu a linguagem do preconceito? As investidas vêm de longe. Mas o
predomínio dessa linguagem na crônica política só se deu depois de Lula ter
sido eleito presidente, e a partir de falas de políticos do PSDB e dos que
hoje se autodenominam Democratas. “O presidente Lula não sabe o que é pacto
federativo”, disse Serra, no ano passado. E continuam a falar: “O presidente
Lula não sabe distinguir a ordem das prioridades”, escreveu Gilberto de
Mello. “O presidente Lula em cinco anos não aprendeu lições básicas de
gestão”, escreveu Everardo Maciel na Gazeta Mercantil.

A tese de que Lula “confunde” presidencialismo com parlamentarismo foi
enunciada primeiro por Rodrigo Maia, logo depois por César Maia, e só então
repetida pelos jornalistas. Um deles, Daniel Piza, dias depois dessas falas,
escreveu que “só mesmo Lula, que não sabe a diferença entre presidencialismo
e parlamentarismo, pode achar que um governante ter a aprovação da maioria é
o mesmo que ser uma democracia no seu sentido exato”.

Preconceito é juízo de valor que se faz sem conhecer os fatos. Em geral é
fruto de uma generalização ou de um senso comum rebaixado. O preconceito
contra Lula tem pelo menos duas raízes: a visão de classe, de que todo
operário é ignorante, e a supervalorização do saber erudito, em detrimento
de outras formas de saber, tais como o saber popular ou o que advém da
experiência ou do exercício da liderança. Também não se aceita a
possibilidade de as pessoas transitarem por formas diferentes de saber.

A isso tudo se soma o outro preconceito, o de que Lula não trabalha. Todo
jornalista que cobre o Palácio do Planalto sabe que é mentira, que Lula
trabalha de 12 a 14 horas por dia, mas ele é descrito com freqüência por
jornalistas como uma pessoa indolente.

Não atino com o sentido dessa mentira, exceto se o objetivo é difamar uma
liderança operária, o que é, convenhamos, uma explicação pobre. Talvez as
elites, e com elas os jornalistas, não consigam aceitar que o presidente, ao
estudar um problema com seus ministros, esteja trabalhando, já que ele é ”
incapaz de entender” o tal problema. Ou achem que, ao representar o Estado
ou o país, esteja apenas passeando. Afinal, onde já se viu um operário, além
do mais ignorante, representar um país?

Fontes: João Ubaldo Ribeiro, O Estado de S. Paulo, 2/9/2007. Blog do Mino
Carta, 16/11/2007. Blog do William Waack, 2/12/2007. Texto de Lúcia Hipólito
no UOL, 24/07/2007. José Pastore, artigo no Estadão, 11/12/2007. Carlos
Alberto Sardenberg, “De bronca com o capital”, Estadão, 10/12/2007. Filósofo
Paulo Ghiraldelli, Estadão, 29/8/2007. Rolf Kunz, “Lula, o viajante do
palanque”, Estadão, 29/11/2007. José Serra, em Folha On Line, 1º/8/2006, em
reportagem de Raimundo de Oliveira. Gilberto de Mello, escritor e membro do
Instituto Brasileiro de Filosofia, no Estadão de 2/8/2007, reproduzido no
site do PSDB. Everardo Maciel, na Gazeta Mercantil de 4/10/2007. Rodrigo
Maia, em declaração à Rádio do Moreno, 6/11/2007, 17h20. César Maia em seu
blog, 12/11/2007. E Daniel Pizza em texto do Estadão de 2/12/2007.

Bernardo Kucinski é professor titular do Departamento de Jornalismo e
Editoração da ECA/USP. Foi produtor e locutor no serviço brasileiro da BBC
de Londres e assistente de
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Pinga Fogo - Maranhão X Ricado

No âmbito político há quem diga que Ricardo Coutinho, Prefeito de João Pessoa e candidato a governo do Estado, não fará mais parte da disputa pelo cargo de administrador da PB, toda via, também encontramos quem afirma que sua candidatura já é fato e sua vitória já é certa.

Outra análise que podemos fazer é que o PT encontra numa berlinda, querendo manter a vice-governadoria de Maranhão, e este querendo garantir este cargo para o peemedebista Veneziano. Mas que aliança é essa? Já que para montar uma chapa majoritária, onde haja negociação, se faz necessário que exista uma ‘via de mão dupla’! Ou será que o PMDB quer uma chapa puro sangue?
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